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Archify é uma habilidade que se instala em agentes de código (Claude Code, Cursor e afins) para transformar um sistema ou uma base de código num mapa visual interativo, entregue como um único arquivo HTML. Importa porque resolve um problema antigo de qualquer empresa de software: a documentação de arquitetura que ninguém mantém atualizada.
O que é, em uma frase honesta
Archify é uma 'skill' de agente: um pacote de instruções e validadores que você instala no assistente de código da sua equipe (Claude Code, Cursor, Codex CLI, OpenCode) com um comando só, e a partir daí basta pedir 'mapeie a arquitetura deste repositório' para receber um diagrama interativo num arquivo HTML que abre em qualquer navegador. Ele não é um editor de desenho nem um site: é o agente lendo o código, escrevendo uma descrição estruturada em JSON e passando essa descrição por uma bateria de checagens automáticas antes de entregar. São cinco tipos de diagrama: arquitetura, fluxo de trabalho, sequência de chamadas, fluxo de dados e ciclo de vida.
O detalhe que o diferencia: os nós podem apontar para arquivos e linhas reais do código, fixados num commit do Git. O mapa vem com endereço verificável, não com desenho de memória.
Para que serve na prática
Três usos concretos. Primeiro, documentação viva: aquele diagrama de arquitetura que todo time promete manter e abandona em três meses passa a ser gerado sob demanda pelo agente, direto do código. Segundo, revisão de mudanças: o modo de comparação mostra o antes, o depois e exatamente o que foi adicionado, removido ou reencaminhado numa proposta de mudança de arquitetura, o que ajuda quem aprova sem ler cada linha.
Terceiro, comunicação: o arquivo exporta em PNG, SVG, vídeo curto e até cartão de compartilhamento, com tema claro e escuro, pronto para entrar num slide de diretoria ou num canal do Slack. Tudo autocontido num HTML só, sem servidor, sem conta, sem dado do seu código saindo para um serviço de terceiros.
Quando faz sentido pra você que lidera
Se sua empresa tem sistemas que só duas ou três cabeças entendem de verdade, isso é risco de continuidade, como uma fábrica cuja planta elétrica só existe na memória do eletricista antigo. Archify baixa esse risco a custo quase zero: é MIT (uso comercial livre), roda localmente e se apoia numa ferramenta que seu time provavelmente já usa. O ponto de atenção: ele pressupõe que a equipe já trabalha com agentes de código; sem isso, não há onde instalar.
E o mapa é tão bom quanto a leitura que o agente fez, então vale exigir a versão com evidência ligada ao Git, que é justamente o recurso que separa 'desenho bonito' de 'documento confiável'. Não substitui arquiteto: substitui o desenho desatualizado que o arquiteto não teve tempo de refazer.
Por que está no mapa
Archify é um exemplo nítido de uma tendência de 2026: o ecossistema de 'skills', pacotes de capacidade que se acoplam a agentes de código como ferramentas se acoplam a uma furadeira. Saiu do zero em abril de 2026 e passou de 8 mil estrelas em três meses, sinal de que o mercado quer agentes que entregam artefatos verificáveis, não só texto. A aposta dele em validação automática e evidência ancorada no Git aponta para onde a categoria inteira caminha: menos resposta convincente, mais resposta conferível.
Valeu pelo feedback. Isso ajuda a afiar a biblioteca.