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Camada aberta que fica POR CIMA dos agentes de código (Claude Code, Codex, Cursor, Pi e os seus próprios) e os orquestra como um sistema só, com regras de gasto, aprovação e sandbox. Está viralizando porque a Databricks o lançou no Data + AI Summit de junho/2026 com o CEO Ali Ghodsi no palco, e em 7 semanas já passou de 8 mil estrelas.
O que é, em uma frase honesta
O Omnigent é um 'meta-harness': um arnês que prende vários agentes de IA de uma vez. Hoje, cada agente de código (Claude Code, Codex, Cursor, Pi, OpenCode, Hermes) vem com seu próprio jeito de rodar, suas próprias regras e seu próprio terminal. O Omnigent coloca todos debaixo de uma camada comum: você troca ou combina agentes sem reescrever nada, define políticas que valem para todos e acompanha as sessões de qualquer aparelho, do notebook ao celular, com o estado sincronizado.
É código aberto (Apache 2.0), escrito em Python, ligado à Databricks, e se declara em fase alfa, ou seja, ainda jovem e mudando rápido.
Para que serve na prática
Três usos concretos. Primeiro, orquestração: numa mesma sessão, um agente supervisor delega tarefas para agentes de fornecedores diferentes e revisa o trabalho dos colegas, como um gerente de obra com várias equipes. Segundo, governança: políticas em três níveis (servidor, agente, sessão) impõem teto de gasto, fluxo de aprovação e limite de quais ferramentas cada agente pode tocar.
Terceiro, colaboração: duas pessoas dirigem a mesma sessão ao vivo, ou bifurcam a conversa para testar caminhos em paralelo. Os agentes rodam em sandboxes descartáveis (Modal, E2B, Kubernetes, Databricks), como canteiros isolados que você derruba ao fim do dia. Instala com um script e abre uma interface web local.
Quando faz sentido pra você que lidera
Se o seu time já usa mais de um agente de código, você conhece o problema: cada um é uma ilha, com custo, permissão e histórico separados. O Omnigent é a aposta de que essa camada de coordenação vira infraestrutura, e quem a controla dita as regras do jogo. Para o líder, o atrativo real é a governança: orçamento por sessão, aprovação antes de ações sensíveis e sandbox que impede o agente de mexer onde não deve.
O risco é a idade: alfa, versões novas toda semana, mais de 800 issues abertas. Vale pilotar num time de engenharia curioso; não vale ainda apostar o processo crítico da empresa nele.
Por que está no mapa
Crescimento raro de tão rápido: criado em 11 de junho de 2026 e apresentado no Data + AI Summit da Databricks, chegou a 8 mil estrelas e 1,2 mil forks em cerca de 7 semanas, com releases semanais (v0.2 a v0.7 entre junho e julho, incluindo app para iOS e desktop). O empurrão veio de cima: o CEO da Databricks, Ali Ghodsi, divulgou o projeto ('AGI já chegou; o gargalo é contexto, não inteligência'), e a Databricks entrou como provedora de modelos e de sandbox. É a grande empresa de dados disputando a camada que fica acima de todos os agentes.
Valeu pelo feedback. Isso ajuda a afiar a biblioteca.