Status Quo Bias in Decision Making
Explica a inércia organizacional, a preferência por manter o jeito atual mesmo diante de uma alternativa claramente superior, que é o atrito invisível de toda transformação.
A leitura do Thiago
Esse clássico de Samuelson e Zeckhauser é a física da inércia organizacional, e todo executivo que tenta implantar IA bate nele sem saber o nome. O viés do status quo descreve nossa tendência sistemática de preferir o estado atual, mesmo quando a alternativa é objetivamente melhor. Mudar custa energia, atenção e risco percebido, ficar parado parece gratuito, e o cérebro escolhe o aparente custo zero.
Na adoção de IA isso aparece como o famoso sempre funcionou assim ou depois a gente vê isso com calma. Não é falta de inteligência, é o desenho padrão da mente humana operando contra qualquer novidade. A lição que tiro daqui é que o ônus da prova está invertido contra a transformação, o jeito antigo não precisa se justificar e o novo precisa provar tudo.
Para destravar, eu reduzo o custo percebido da mudança a quase nada, começo com um caso pequeno, reversível, de baixo risco e alta dor, e deixo o resultado falar. Também torno o status quo desconfortável, mostrando o custo invisível de não mudar. Inércia não se vence com argumento, se vence com a primeira vitória concreta e com o jeito velho ficando visivelmente caro.
Valeu pelo feedback. Isso ajuda a afiar a biblioteca.