The Nature of Explanation
É a origem da ideia de modelo mental, a noção de que a mente carrega um modelo interno em escala reduzida da realidade para antecipar consequências antes de agir.
A leitura do Thiago
Craik propôs em 1943 algo que hoje virou senso comum mas era radical, a mente trabalha construindo um modelo em miniatura da realidade e roda simulações nesse modelo antes de testar no mundo real. Você não precisa bater o carro para saber que vai bater, seu modelo interno já antecipou. Para quem lidera adoção de IA, isso muda o jeito de pensar por dois lados.
Primeiro, é exatamente o que um bom sistema de IA faz quando raciocina, ele constrói uma representação do problema e simula caminhos, então entender a qualidade dessa representação importa mais que a fluência da resposta. Segundo, e mais útil no dia a dia da empresa brasileira, a adoção falha quando a liderança tem um modelo mental errado do que a IA é. Se o executivo acha que é só um chatbot mais esperto, ele subutiliza.
Se acha que é mágica, frustra a equipe com expectativas irreais. O trabalho de adoção é, no fundo, recalibrar o modelo mental coletivo da organização. Craik nos lembra que pensar é simular, e simular bem depende de ter um modelo fiel.
Antes de comprar ferramenta, conserte o modelo mental de quem decide.
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